Infelizmente nada saiu como eu
planejara. Não consegui dormir cedo, não consegui pegar no sono e, quando eu
consegui, um maldito hóspede mal educado chegou no quarto ao lado falando alto
e com a TV ligada às 02:00. Reclamei na gerência, mas não fizeram nada, então eu
mesmo bati na porta e reclamei. Deu certo, mas daí eu me ferrei, dormi pouco,
acordei cedo e mesmo enrolando um pouco na cama eu ainda saí por volta das 05h20min.
Pegar a estrada nesta hora da manhã
é interessante, porém desvantajoso na minha condição de acuidade visual. Enxergava
muito mal. E com o nascer do sol, piorou pois ele se encontrava em minha
frente.
A vantagem é que é maravilhoso o
visual das estrelas e do nascer de um novo dia.
Porém minha alegria terminou 70 km depois de sair: numa seqüência
de buracos que não pude evitar, descobri que meu baú havia sumido!
Isso me fez voltar uns 15 km atrás para verificar
onde ele poderia ter caído. É claro que não encontrei. Só o encontrei voltando
ao local dos buracos, descer da moto e vasculhar tudo tentando ver vestígios do
baú.
E consegui! Encontrei partes dele
e o encontrei no mato. Só que não tinha mais como colocar ele na moto, quebrou a
trava que prende no suporte.
Passava uma picape naquele
instante e eu pedi para parar e ajudar.
O César (santo salvador) se dispôs
a levar o baú e minha mochila com o netbook até Luiz Eduardo Magalhães,
primeira cidade da Bahia depois da divisa com Tocantins. E ainda andou numa
velocidade em que eu podia acompanhá-lo. Sou eternamente grato a ele por este
gesto de solidariedade.
Ainda me deixou em frente a uma
loja de motos, a Estrela Motos. Nela fui prontamente atendido pelo Luiz e ele já
se incumbiu de tentar achar um novo suporte do baú. Pra encurtar a história
(estou muito cansado), acabei comprando um novo baú. Não gostei dele, mas na
falta de outro, serviu.
Agradeço imensamente ao Luiz e ao
Polaco pela ajuda que me prestaram.
A todos que passarem por Luiz Eduardo
Magalhães, visitem-os.
Como perdi toda a vantagem de
acordar cedo, somente a partir das 13 h é que comecei a caminhada. Mesmo não almoçando,
o sono me alcançou pouco mais de uma hora à frente. Parei em um posto de
gasolina e tomei um café e sentei no gramado. Um caminhoneiro puxou assunto
comigo e nestas, me ofereceu um rebite. Eu aceitei e tomei pra ver se
funcionava.
E digo: funciona! Pilotei das 14h
às 21h praticamente direto, sem muitos intervalos. A não ser para abastecimentos e duas pausas na estrada para apreciar a noite estrelada sem lua.
Antes disso, eu já havia andando 70 km adiante e tive que retornar, pois havia errado o caminho. Acho que estava muito ligado e não notei a entrada para Bom Jesus da Lapa logo do lado do posto. Só notei que algo estava efetivamente errado quando reparei que o sol estava se pondo do lado errado. Voltei a Ibotirama para abastecer novamente e perguntar sobre as condições da estrada.
Más notícias, a estrada realmente não estava boa, diferentemente de 2006. Já eram 19 h e usei um velho truque para não me prejudicar: posicionei atrás de um ônibus para ver melhor. Deu certo até ele parar. Daí eu tive que seguir por meus próprios recursos.
Antes disso, eu já havia andando 70 km adiante e tive que retornar, pois havia errado o caminho. Acho que estava muito ligado e não notei a entrada para Bom Jesus da Lapa logo do lado do posto. Só notei que algo estava efetivamente errado quando reparei que o sol estava se pondo do lado errado. Voltei a Ibotirama para abastecer novamente e perguntar sobre as condições da estrada.
Más notícias, a estrada realmente não estava boa, diferentemente de 2006. Já eram 19 h e usei um velho truque para não me prejudicar: posicionei atrás de um ônibus para ver melhor. Deu certo até ele parar. Daí eu tive que seguir por meus próprios recursos.
Abraço a todos.
Marcio
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Buracos matadores na estrada do Tocantins até a divisa com Bahia |
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O baú perdido... mais de meia hora até encontrá-lo |
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Trevo para Barra, estive lá em 2006 |
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Ponte sobre o São Francisco, em Iboritama |
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